05/03/15

«Teremos Sempre Tebas», sextas e sábados às 21:30, na Guilherme Cossoul



Conforme noticiei a semana passada, «Teremos Sempre Tebas», texto da minha autoria que venceu o Prémio de Dramaturgia Guilherme Cossoul 2014, estará em cena na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (Av. D. Carlos I, n.º 61, 1º Andar, Lisboa), às sextas e sábados pelas 21:30, até 27 de Março. Os bilhetes podem ser reservados através do telefone  213 973 471 ou do e-mail geral@guilhermecossoul.pt
 
Livremente inspirado em «Rei Édipo» de Sófocles, «Teremos Sempre Tebas» mostra-nos um rei que conquistou o poder por acaso e não entende nada do que se passa à sua volta, um adivinho cego que vê o futuro, uma rainha capaz de tudo para esconder verdades incómodas, o cunhado de um rei suspeito de querer usurpar-lhe o trono, inúmeros manipuladores, oportunistas e também algumas vítimas de um destino que nenhum oráculo previu. 
 
ÉDIPO: No outro dia, a Antígona andou a brincar aos curandeiros com o primo Hémon. Tem cuidado, não quero que haja incestos na nossa família.
JOCASTA: É coisa que nunca acontecerá.
  
Ficha Artística e Técnica
Autor: Firmino Bernardo
Encenação: Susana Arrais
Elenco: Cláudio Henriques, Miguel Santos, Rui Ferreira e Sara Felício
Música Original: Gustavo de Matos Sequeira
Cenografia / Figurinos: Susana Arrais
Cartaz / Programa: Magnésio
Desenho de Luz: Susana Arrais e João Álvaro
Operação de Som / Luz: João Álvaro
Fotografia: Hugo Magro

Inf. Bilhetes: 7€ (Sócio S.I.Guilherme Cossoul - 5€).

23/02/15

"One Minute Plays", 27 de Fevereiro, 21:30



Na próxima sexta-feira (27 de Fevereiro), pelas 21 horas, no Auditório Camões (Rua Almirante Barroso, nº 25 B, Lisboa) decorrerá uma maratona de peças de teatro de um minuto (ou menos) faladas em inglês. Para este festival, escrevi três textos: "Wait a Minute, "The Specialist" e "A Tragedy".

Com início marcado para as 21:00, o espectáculo terá a duração aproximada de uma hora. É possível comprar bilhetes (3,50 euros) a partir das 20:30  ou reservá-los previamente através do telemóvel 966487575 ou do e-mail onstagefright@gmail.com

Para mais informações consultem a página do Camões  English Theatre Company no Facebook.

«Teremos Sempre Tebas», 27 de Fevereiro a 27 de Março, na Guilherme Cossoul





Entre 27 de Fevereiro e 27 de Março, às sextas e sábados pelas 21:30, a Companhia de Teatro da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (Av. D. Carlos I, n.º 61, 1º Andar, Lisboa) apresenta o espectáculo «Teremos Sempre Tebas», a partir do texto vencedor do Prémio de Dramaturgia Guilherme Cossoul 2014. Os bilhetes podem ser reservados através do telefone  213 973 471 ou do e-mail geral@guilhermecossoul.pt

Livremente inspirado em «Rei Édipo» de Sófocles, «Teremos Sempre Tebas» mostra-nos um rei que conquistou o poder por acaso e não entende nada do que se passa à sua volta, um adivinho cego que vê o futuro, uma rainha capaz de tudo para esconder verdades incómodas, o cunhado de um rei suspeito de querer usurpar-lhe o trono, inúmeros manipuladores, oportunistas e também algumas vítimas de um destino que nenhum oráculo previu. 

ÉDIPO: Adeus, mulher. Toma conta das nossas filhas, que ainda são crianças. No outro dia, a Antígona andou a brincar aos curandeiros com o primo Hémon. Tem cuidado, não quero que haja incestos na nossa família.
JOCASTA: É coisa que nunca acontecerá.
  
Ficha Artística e Técnica
Autor: Firmino Bernardo
Encenação: Susana Arrais
Elenco: Cláudio Henriques, Miguel Santos, Rui Ferreira e Sara Felício
Música Original: Gustavo de Matos Sequeira
Cenografia / Figurinos: Susana Arrais
Cartaz / Programa: Magnésio
Desenho de Luz: Susana Arrais e João Álvaro
Operação de Som / Luz: João Álvaro
Fotografia: Hugo Magro

Inf. Bilhetes: 7€ (Sócio S.I.Guilherme Cossoul - 5€).
Mais informações: aqui e aqui.

11/01/15

Crato e os Ais

O Crato só deseja
Disciplinas fundamentais
Disciplinas essenciais
Disciplinas centrais
A cabeça do Crato
Nunca dará para mais.

(Inspirado pela releitura disto.)

19/10/14

Cosido à Linha, Colado a Quente




No próximo dia 23 (quinta-feira), pelas 18:30, no Goethe-Institut  (Campo Mártires da Pátria, 37, Lisboa) o escritor João Eduardo Ferreira lançará o livro Cosido à Linha, Colado a Quente, publicado pela editora By The Book.
 
Haverá ainda um debate, com a presença de Lídia Jorge, Sandro William Junqueira e Manuel Halpern, com o mote «porque deseja o autor publicar?». De seguida lerei alguns excertos da obra.

O evento não será transmitido em directo pelo Facebook (embora possam vir a ser publicadas algumas fotografias para memória futura). Encontramo-nos por lá?


18/06/14

Autores e Autógrafos

Uma das atracções das feiras do livro é a presença de autores disponíveis para conversar e assinar livros. Para quem não está habituado a estas lides, deixo um estudo sucinto, embora imprescindível, sobre os vários tipos de autores que aí podemos encontrar, classificados pela atitude e pelo grau de popularidade.

1. Os que têm um ego enorme. Endeusados pelo público e pela crítica, contam com alguns prémios literários, embora achem que mereciam mais. Nunca sorriem e costumam insultar os leitores masoquistas que não desistem de lhes pedir autógrafos. 
Alguns dos insultos mais comuns: “venho para aqui promover o meu último livro e você compra o penúltimo, só porque é mais barato?”; “que raio de nome é esse, os seus pais não gostavam de si?”; “quem é você para me dar lições de pontuação?”. 
Vá-se lá saber porquê, estes autores raramente se encontram acompanhados pelos respectivos editores, que costumam fazer-se substituir por assistentes estagiários.

2. Os verdadeiros feirantes. Geralmente acarinhados pelo público e pela crítica, estão sempre bem-dispostos e gostam de apregoar os títulos dos livros deles e os respectivos descontos.

3. Os introvertidos afáveis. Sorriem cordialmente quando os leitores os abordam, mas falam pouco e num volume baixo.

4. Os solitários entediados. Passam tardes inteiras sem que um único leitor se aproxime. Costumam ser colocados ao lado de autores populares com filas intermináveis, o que lhes permitiu desenvolver uma enorme capacidade de resistência à frustração.

5. Os “vanity victims”. Pagaram uma boa quantia para publicarem numa editora que publica qualquer um e outra pela oportunidade de irem assinar livros. É possível que alguns se disponham a pagar a quem lhes peça autógrafos.

Terminada esta divisão, podemos ainda categorizar os autores pelo tipo de autógrafos que assinam.

1. Os repentistas. Improvisam rapidamente jogos de palavras a partir do nome ou das características dos leitores. Pelo menos, até se cansarem e começarem a escrever o mesmo a todos.

2. Os astrólogos. Fingem escrever uma dedicatória a partir das características daquele leitor específico, mas no fundo escrevem mensagens que se aplicariam a milhares de pessoas diferentes.

3. Os despachados. Limitam-se a escrever generalidades como “beijos”, “abraços”, “cumprimentos” ou “volte sempre”.

4. Os esquecidos. É preciso dizer-lhes o nome cinco vezes e acabam por se enganar ao escrevê-lo na dedicatória.

5. Os inseguros. Pedem sempre desculpa pela dedicatória: “ai que rimei sem querer”, “ai que escrevi uma redundância”, “ai que ninguém percebe a minha caligrafia”. Proponho que estes autores passem a ser acompanhados por uma equipa de apoio e que se adopte o seguinte processo: o leitor compra o livro, o autor escreve a dedicatória num guardanapo, o editor dá-lhe umas dicas para a melhorar, o autor procede às alterações necessárias para satisfazer o editor, o revisor elimina as eventuais gralhas, o designer amanuense passa a dedicatória para o livro com uma caligrafia impecável e, finalmente, o RP devolve o livro ao leitor, que se vai embora satisfeito.

08/05/14

Encontro Internacional de Editores Independentes

Entre 8 e 10 de Maio, não percam o Edita Lisboa. No dia 10 (sábado), às 18 horas, ser-me-á entregue o diploma pelo «Teremos Sempre Tebas», texto vencedor do 1º Concurso de Dramaturgia Guilherme Cossoul. Gostava que nos encontrássemos por lá, neste e noutros eventos - feiras do livro, conferências, exposições, apresentações, recitais, performances, etc.

Edita Lisboa, Encontro Internacional de Editores Independentes, Sociedade Guilherme Cossoul (Avenida D. Carlos I, n.º 61, 1º Andar – em Santos, perto do IADE). Entrada livre.



22/04/14

Excerto de «As Grandes Dionísias»



TIRÉSIAS 2
Tens uma língua fluente, mas não há bom senso nas tuas palavras. Esse novo deus alcançará uma grandeza que sou incapaz de descrever. É que há duas coisas, ó jovem, que ocupam o primeiro lugar entre os homens: a deusa Deméter, que é a Terra e que alimenta os homens; e o deus Baco, que inventou o licor dos cachos, que faz esquecer os males do dia-a-dia. É ele que, sendo deus, é oferecido em libação aos deuses. E também é profeta, porque o transe e o delírio têm grandes poderes divinatórios.

TABERNEIRO
Ámen!

10/04/14

Concurso de Dramaturgia Guilherme Cossoul



"A Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul tem o prazer de anunciar a obra vencedora da 1.ª edição do CONCURSO DE DRAMATURGIA GUILHERME COSSOUL, bem como a obra agraciada com menção honrosa:

Obra vencedora:
«Teremos sempre Tebas», de Firmino Alves Bernardo

Menção honrosa
«Jabuticaba», de Celena da Rocha Brandão"

(Retirado daqui)

02/04/14

Apresentação do livro «As Grandes Dionísias» de Firmino Bernardo e Suzana Branco na SMUP


rótulo de Telmo Garção Lopes

No próximo sábado (5 de Abril) pelas 17 horas, na sede da SMUP - Rua Marquês de Pombal, 319, Parede (telefone 214571325), junto à estação de comboios - será apresentado o livro «As Grandes Dionísias» de Firmino Bernardo e Suzana Branco (Apenas Livros, 2013). Na mesa estarão os autores, a editora Fernanda Frazão e a actriz Alice Costa.

Haverá uma conversa informal sobre os vários momentos da criação da obra (enquanto texto, espectáculo e livro) e ainda uma pequena homenagem a Dioniso, deus do vinho e do teatro.

A peça de teatro «As Grandes Dionísias» foi escrita para a companhia Smupalenses, que a levou à cena em 2010, encenada por Suzana Branco, com cenografia de Bárbara Reis e interpretação de Alice Costa, Alexandra de Matos, Cristina Guerreiro, Cristóvão Santos, Fátima Calás, Helena Fernandes, João Azevedo, Manuel Jerónimo, Miguel Lourenço, Mónica Saraiva e Sofia Magalhães. Em Abril de 2013 foi editada pela Apenas Livros.

Tal como a capa do livro, o rótulo para o «vinho As Grandes Dionísias» foi criado pelo artista plástico Telmo Garção Lopes.