E como o "mês dos santos" está a acabar, aqui fica
uma quadra em jeito de balanço e apelo desesperado:
Ó santos populares das romarias
Livrai-me de tanto relatório
Que quando eu penso em burocracias
Vou logo a correr ao gregório
30/06/13
10/06/13
Leonor dos Tempos Precários
Apressada vai para o trabalho
Leonor, com amargura
Competente, mas não segura.
Leva elegância no porte
A mala nas mãos de prata
Fato, camisa e gravata
Vai preocupada com a sorte
Mais branca que a neve pura
Competente, mas não segura
Descobre o cachecol a garganta
Cabelo forte e cuidado
Fita de cor de encarnado
Tão triste que o mundo espanta
Chove nela desgraça tanta
Que pouco lhe vale a licenciatura
07/05/13
As Grandes Dionísias
As Grandes Dionísias
de Firmino Bernardo e Suzana Branco
Editora: Apenas Livros
de Firmino Bernardo e Suzana Branco
Editora: Apenas Livros
Capa: Telmo Garção Lopes
Revisão: Luís Filipe Coelho
Ano de publicação: 2013
Número de páginas: 60
Revisão: Luís Filipe Coelho
Ano de publicação: 2013
Número de páginas: 60
Preço: 4,50 €
Envio: 1,15 €
Uma companhia de actores tenta representar As Bacantes de Eurípides, mas terá de enfrentar a birra de um taberneiro, a falta de condições técnicas, as «brancas», as inseguranças, a desunião, as exigências do encenador, os pequenos conflitos no grupo, entre outros obstáculos.
A comédia As Grandes Dionísias - cujo título remete para as antigas festividades urbanas em honra do deus do vinho e do teatro - foi representada pelo grupo de teatro Smupalenses entre Abril e Julho de 2010 e editada pela Apenas Livros em 2013.
É possível adquirir o livro na livraria do Teatro Nacional D. Maria II, na Letra Livre, na Colibri, através do site da editora ou contactando o autor. Pode ler excertos no Issu, no Calaméo ou aqui.
12/04/13
Lançamento de «As Grandes Dionísias»
«As Grandes Dionísias», peça de teatro que escrevi em 2009, em parceira com a actriz e encenadora Suzana Branco, para o grupo de teatro Smupalenses, vai ser editada pela Apenas Livros.
O evento ocorrerá no próximo sábado, 13 de Abril, pelas 15:30, no bar da Comuna Teatro de Pesquisa, em Lisboa. Haverá uma conversa com Leonor Santa Bárbara (professora na FCSH/UNL), Fernanda Frazão (editora da Apenas Livros) e os autores. Depois haverá também uma intervenção teatral de Alice Costa e uma surpresa no final.
Venham e tragam amigos também!
Venham e tragam amigos também!
24/03/13
As Grandes Dionísias Regressam
Entre Abril e Julho de 2010 a Companhia de Teatro da SMUP levou à cena a peça «As Grandes Dionísias», com cenografia de Bárbara Reis e interpretação de Alice Costa, Alexandra de Matos, Cristina Guerreiro, Cristóvão Santos, Fátima Calás, Helena Fernandes, João Azevedo, Manuel Jerónimo, Miguel Lourenço, Mónica Saraiva e Sofia Magalhães. O texto, inspirado em Eurípides, foi escrito por mim e pela Suzana Branco, que também encenou o espectáculo.
Quase três anos depois As Grandes Dionísias regressam numa edição da Apenas Livros (um especial obrigado à Fernanda Frazão, à Carina Bernardo e ao Luís Filipe Coelho). Dentro de alguns dias daremos a conhecer a capa, ilustrada por Telmo Lopes, bem como os pormenores do lançamento, que ocorrerá no dia 13 de Abril (sábado) por volta das 15:30 no bar da Comuna, Teatro de Pesquisa.
22/02/13
Folhinha Poética 2013
Amanhã, dia 23 de Fevereiro a partir das 18:30, a Folhinha Poética (agenda com poemas iniciada em 2012) será apresentada no café Madeira Pura (Rua Terreiro do Trigo, nº 72/74, Alfama, Lisboa), com leituras de poemas por parte de todos os que o desejarem.
A Folhinha Poética está publicada na Internet e pode ser descarregada aqui. Para quem o desejar, é possível adquirir a edição em papel por cinco euros durante o sarau de amanhã.
Estão todos convidados a ler o poema que publicaram na Folhinha e/ou outros. As leituras serão gravadas e posteriormente publicadas no blogue do projecto.
A entrada é gratuita.
08/01/13
Come Back
You grew up in a wise uterus
And were born already mature
With your spear and your helmet
But you conquered your power
With sapience and words
With your help Ulysses survived
The thunder, the trident and the swords
Then he embraced the faithful Penelope
And when a new war was arising
You came and imposed Peace
Your nudity blinds
Your hymen is sacred
But once you tied up the sun
To let two lovers sense
The lust of the night
Agamemnon sacrificed his own seed
Clytemnestra fulfilled Cassandra’s prophecy
Orestes drilled the chest that fed him
And was pursuit by his hands’ stain
You came and decided it was time to stop
And taught Democracy and Law
We didn’t learn how much as we should
And what we learned is almost forgotten
Laws are now created by money and weapons
Men adore Ares and the pursuit of gold
Descend from the Olympus, Brave Athena,
And teach us Democracy again
27/11/12
Lançamento de «Contos Adventícios» de João Eduardo Ferreira
Por altura da edição pela Apenas Livros de «Contos Adventícios» de João Eduardo Ferreira, estão convidados a participar numa conversa com Mário de Carvalho, Pedro Castro Henriques e Manuel Halpern, seguida de uma leitura de excertos do livro por Firmino Bernardo.
Quinta-feira, dia 29 de Novembro, pelas 18h00, na livraria Pó dos Livros, Rua Marquês de Tomar 89, em Lisboa (junto à igreja de N. Sr.ª de Fátima).
18/11/12
Os Estagiários
Poucas coisas são tão úteis a uma instituição como um estagiário. Primeiro, porque trabalha a troco de (quase) nada. Segundo, porque desempenha como ninguém a função de bode expiatório. Numa instituição onde haja estagiários ou jovens, os mais velhos, mais sábios e mais experientes podem fazer as borradas que quiserem, porque já se sabe sobre quem recairão as culpas. Isto vê-se, sobretudo, nos comentários a notícias de jornais. A notícia foi mal redigida, os factos não foram todos verificados, há erros gramaticais? Está bom de ver: desde que entregaram certas tarefas a estagiários, o jornal nunca mais foi o mesmo. O que mais me irrita nestes juízos é ver que são feitos sem conhecimento de causa. Sim, é bem possível que a culpa seja de um estagiário. Mas também é possível que não o seja. Contudo, a última hipótese raramente é levantada. Para todas as pessoas que fazem julgamentos precipitados, só me resta receitar (e recitar) as sábias palavras que o jovem Hamlet disse ao amigo Horácio: há mais coisas no céu e na terra do que sonha a vossa vã filosofia!
16/11/12
El-Rei D. Dinis na Casa de Mateus
- Ai flores, ai flores, do verde pino,
se sabedes novas do prémio antigo?
Ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores, do verde ramo,
se sabedes novas do prémio desapoiado?
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do prémio antigo,
aquele a que o governo quis dar castigo?
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do prémio desapoiado,
aquele que o governo quer ver cancelado?
Ai Deus, e u é?
- Vós me preguntades pelo prémio antigo
e eu bem vos digo que continuará vivo.
Ai Deus, e u é?
Vós me preguntades pelo próprio desapoiado
e eu bem vos digo que será continuado.
Ai Deus, e u é?
E eu bem vos digo que continuará vivo
e será entregue ante o prazo saído.
Ai Deus, e u é?
E eu bem vos digo que será continuado
e será recebido no prazo acordado.
Ai, Deus, e u é?
(Publicado também na Escrita Criativa nº 29)
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