A Folhinha Poética nasceu em 2012 (dizia-se que o mundo ia acabar e era preciso acabá-lo com poesia) pela mão de Jorge Amaral de Oliveira, que se inspirou nos poemários da Assírio & Alvim.
A primeira edição juntou poemas escritos em várias línguas (português, mirandês, castelhano, francês, crioulo, inglês, grego antigo, etc.), uns da autoria de ilustres desconhecidos, outros de poetas consagrados.
Por uma questão de gosto pessoal, destaco alguns textos (ou imagens) em cada mês:
- Janeiro: Ondjaki (11), Rui Zink (12);
- Fevereiro: Bruna Lombardi (3), Alice Ruiz (10), Homero (21/02) e Lúcio Flávio (29);
- Março: Gil Vicente (27), Ricardo Tomaz Alves (28), Adelaide Monteiro (29);
- Abril: Shirley Íria / Jorge Carlos (12), Victor Hugo (18), Marluce (22);
- Maio: José Saramago (11), D. Dinis (21) e Luís de Camões (26);
- Junho: Teixeira de Pascoaes (11), Dona Peta (29) e Mané do Café (30);
- Julho: Jorge de Sousa Braga (8), Agualusa (16), Miryam Both (17), Víton Araújo/Ramalho Ortigão (25), Sérgio Fantini (26), Nilda Dantas (29), Letícia Gabian (30), Ruy Espinheira Filho (31);
- Agosto: José Mário Silva (6), Cesar Garcia Lima (29);
- Setembro: Francisco Niebro (15), Machado de Assis (30);
- Outubro: Marcelo Girard (5), Alfredo Pirucha (27);
- Novembro: Antero Valério (4), Millôr Fernandes (21);
- Dezembro: Eliana de Castela (21), Walt Whitman (24), Alberto Cunha Melo (25), Dante Alighieri (26), Shakespeare (27), Rimbaud (28), Petrarca (29), Jose Martí (30), Anónimo dos Carmina Burana (31).
Na primeira edição participei com 3 poemas (em português, mirandês e inglês):
- Leonor dos Tempos Precários (três de Maio);
- Curcefício (dezassete de Setembro);
- Come Back (dezassete de Dezembro).
Curiosamente, todos os meus poemas foram publicados antes de 21 de Dezembro, a data em que o mundo acabaria.
Como não acabou, participei doze anos mais tarde, na edição de 2024, dedicada a Marcos Flávio, com uma tradução para mirandês de um poema do autor homenageado, revista por Alfredo Cameirão (28 de abril) e com o poema Ars Longa Vita Brevis (29 de abril), anteriormente publicado no primeiro número da revista A Morte do Artista.









